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O Eucalipto é hoje a madeira mais rentável entre as espécies florestais cultivadas no Brasil, seus produtos podem ser utilizados para diversos fins, desde celulose e papel a óleos essenciais.

O aumento da demanda por produtos de origem florestal, principalmente da madeira, fez com que surgisse questionamentos a respeito dos impactos de suas operações ao meio ambiente e à sociedade.

Por suas inúmeras sinergias, os sistemas agroflorestais podem desempenhar função estratégica na produção agropecuária e florestal, principalmente em pequenas e médias propriedades rurais.

Conheça alguns modelos de Sistemas Agroflorestais que podem ser formados por meio da combinação de várias espécies.

SLIMF aprovado

Novo padrão de certificação florestal beneficia pequenos produtores.

Pequenos e médios produtores florestais podem ter o acesso à certificação florestal facilitado. Acaba de ser aprovado o padrão SLIMF (Small and Low Intensity Managed Forests), sigla em inglês para manejo florestal em pequena escala e/ou de baixa intensidade.  A ação faz parte de um esforço conjunto do FSC® Brasil, WWF-Brasil e Universidade Federal de Viçosa, com as empresas dos setores de celulose, papel e embalagens.

A iniciativa busca inserir a certificação florestal FSC de pequenos produtores no Brasil com objetivo de ampliar a conservação e restauração da Mata Atlântica, bioma onde se encontra grande parte dos pequenos produtores florestais brasileiros.  No entanto, é aplicável a todas as propriedades no Brasil, tanto para florestas nativas, quanto para plantações florestais, de acordo com as especificações de área e intensidade.

Para o WWF-Brasil, a estratégia de conservação deste projeto está diretamente ligada à transformação de mercado.  “O aumento da área certificada pelo FSC implicará na ampliação da área de florestas naturais em processos de regeneração e de restauração”, destaca o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Michael Becker. De acordo com ele, o resultado de conservação é o aumento da área de florestas plantadas certificadas pelo sistema FSC, com foco em pequena escala e na transformação de mercado consumidor de papel e celulose.

Comunidades, pequenos produtores e empresas que manejam ou exploram áreas pequenas ou de baixa intensidade, ou ainda que manejam produtos florestais não-madeireiros (óleos, castanha e outros),  são classificados como SLIMF pelo FSC.

O principal objetivo da criação do SLIMF foi construir um padrão mais adequado, simplificar os processos, baixar os custos, facilitar o acesso à certificação FSC e, consequentemente, estimular a abertura de novos mercados.

Segundo Fabíola Zerbini, Secretária Executiva do FSC Brasil, “a presença e quantidade de pequenos produtores e comunidades é enorme, e trazer esse público para dentro do sistema é tanto bom para o FSC, que irá aumentar as áreas certificadas no país e a oferta da boa madeira certificada, quanto para o público do pequeno produtor, que poderá comercializar sua madeira com valor social e ambiental agregado e melhorar suas práticas”.

Para ser classificado como SLIMF, é necessário se enquadrar em pelo menos um dos critérios estabelecidos pelo FSC.  São eles o tamanho total da Unidade de Manejo Florestal (UMF) e a intensidade do manejo.

Certificação florestal - A certificação florestal deve garantir que a madeira utilizada em determinado produto é oriunda de um processo produtivo manejado de forma ambientalmente adequada, socialmente justa e economicamente viável, e no cumprimento de todas as leis vigentes.  A sigla FSC vem do inglês Forest Stewardship Council®, ou Conselho de Manejo Florestal, em português.  O objetivo desse conselho é difundir o uso racional da floresta, garantindo sua existência no longo prazo.

A norma (português e inglês) está disponível para download nos sites do FSC Brasil e Internacional.